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Ser mãe cansa: como lidar com o burnout materno

  • 16 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

Apesar das muitas conquistas femininas no último século, ainda se exige muito das mulheres, especialmente no campo da maternidade. Para ser vista como uma “boa mãe”, se espera que a mulher dê conta de tudo e segure as pontas sem se queixar.


Porém, a realidade é outra. As mães brasileiras estão sobrecarregadas. Na maioria das famílias, acumulam diversas funções. São mães, profissionais, cuidadoras, parceiras e gestoras, tudo ao mesmo tempo. A rotina gira em torno de cuidar dos filhos, organizar horários e atividades, planejar compras e refeições, dar apoio e lidar com as demandas do dia a dia. Trabalham sem ter o apoio necessário ou reconhecimento.


Ser mãe cansa. Quando o cansaço é constante, pode virar esgotamento e evoluir para o chamado “burnout materno”. O burnout é um estado de exaustão física, mental e emocional causado por cobranças e responsabilidades que ultrapassam a capacidade da pessoa de lidar com elas. Apesar de ser mais conhecido no ambiente de trabalho, o burnout também é causado pela sobrecarga de tarefas e expectativas que recaem sobre a maternidade.


A nossa cultura atribui às mães uma responsabilidade muito maior que aos pais pelos cuidados dos filhos e ainda reforça a ideia de que elas precisam dar conta de tudo. Muitas vivem em um constante estado de exaustão física e emocional. Se sentem sem energia, irritadas e impacientes e acabam se distanciando emocionalmente das outras pessoas. A isso se soma a culpa por não sentirem prazer na maternidade, quererem um descanso ou até desejarem sumir por um tempo.


Muitas mães percebem que algo não vai bem, mas ​​estão tão condicionadas a se anular que escondem o que sentem, até de si mesmas. Só reconhecem o burnout quando já chegaram ao limite.


O estigma do burnout materno


As mulheres ainda precisam lidar com a idealização da mãe perfeita. Falar de esgotamento contraria essa imagem idealizada, sustentada pela crença de que o amor de mãe basta e de que devem aguentar tudo.

Além disso, a sobrecarga está normalizada. Frases do ditado popular, como “ser mãe é cansativo mesmo” ou “ser mãe é padecer no paraíso” minimizam o sofrimento real das mulheres e impedem que busquem ajuda.


Muitas acabam se convencendo de que precisam suportar caladas. O medo de serem vistas como “mães ruins” faz com que não deleguem tarefas, não descansem o suficiente e demorem a reconhecer que algo está errado, o que compromete sua saúde física e mental e aumenta o risco de depressão.


Hora de agir


É urgente falar mais sobre o burnout materno. Validar o cansaço, romper com o sentimento de culpa e aprender a pedir ajuda.


Participar de grupos de mães, rodas de conversa ou comunidades de apoio pode fazer toda a diferença. Esses espaços aproximam as mulheres, são uma oportunidade para trocar experiências e se aconselhar com outras mães e oferecem acolhimento e apoio emocional.


Um toque para facilitar


Compartilhar o que você vive ajuda a aliviar o peso e reforça que não está sozinha.


O peso não é só seu. Converse com quem divide a casa com você. Fale sobre o que sente e sobre o que precisa. Dividir as tarefas domésticas e o cuidado dos filhos de forma justa não é “ajuda”, mas corresponsabilidade.


 

 

 

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