Quando a aparência engana: alimentos que parecem ultraprocessados, mas não são
- carlafinger
- 27 de jan.
- 2 min de leitura

Ir às compras virou quase uma loteria. A cada corredor, produtos vendidos como saudáveis, naturais ou caseiros escondem listas de ingredientes difíceis de reconhecer. Outros, que juram ser “comida de verdade”, vêm cheios de aditivos.
Nesse rolo todo, até alimentos simples viram suspeitos e acabam confundidos com ultraprocessados. Não é à toa que a gente se sente perdida.
Para ajudar a população a entender os tipos de alimentos, pesquisadores brasileiros elaboraram a classificação NOVA que divide os alimentos não pelos nutrientes, mas pelo grau de processamento.
Os alimentos in natura chegam até nós como vêm da natureza. Os minimamente processados passam por etapas simples, como a moagem de grãos em farinhas. Os processados combinam alimentos básicos com sal, açúcar ou gordura. E os ultraprocessados são outro território, são formulações industriais que contêm corantes, aromatizantes, emulsificantes, espessantes e outros aditivos.
A estética do saudável
No dia a dia, é fácil se enganar. A indústria de alimentos usa a linguagem do saudável. Embalagens verdes e frases de efeito como “natural”, “integral” ou “fonte de fibras” dão a impressão de que é uma boa escolha.
Só que a aparência engana.
Um iogurte pode ter apenas leite e fermento enquanto outros, na mesma prateleira, contêm espessantes, corantes, adoçantes e aromas artificiais. O mesmo vale com o pão, que deveria levar só farinha, água, sal e fermento, mas muitas vezes trazem emulsificantes, estabilizantes e conservantes, embalados do mesmo jeito. E os molhos de tomate também confundem. Apesar das embalagens praticamente iguais, alguns têm apenas tomate, sal e azeite enquanto outros contêm açúcar e aromatizantes.
Por isso, para identificar os bons alimentos, é preciso ter o hábito de conferir a lista de ingredientes. Um ultraprocessado normalmente entrega o jogo quando traz itens que você não usaria em casa: estabilizantes, corantes, aromatizantes, adoçantes artificiais, óleos modificados, proteínas isoladas e “sabores idênticos aos naturais”.
Quando os nomes parecem saídos de laboratório, é um sinal claro de que o produto está longe de ser comida de verdade.
Alimentos que parecem ultraprocessados, mas NÃO são
Aí entram os alimentos que, à primeira vista, parecem ultraprocessados, mas não são.
O iogurte natural sem açúcar, por exemplo, fica na mesma prateleira dos iogurtes saborizados, mas têm ingredientes simples: leite e fermento. Molho de tomate pode ser só tomate, sal e azeite. Pães artesanais embalados contêm ingredientes básicos, como farinha, água, sal, fermento. Queijos como muçarela, minas e parmesão também entram nesta lista. Aveia é outro exemplo. E até o chocolate pode ser simples, desde que tenha poucos ingredientes, como cacau, manteiga de cacau e açúcar.
Regra prática que ajuda bastante
Para simplificar a sua vida, siga esta regra prática: se a lista de ingredientes é curta, com itens que você reconhece, sem aditivos químicos e poderia ser feito em casa, provavelmente é um bom alimento.
Se a lista é longa, cheia de nomes estranhos, com aromatizantes, corantes, espessantes, emulsificantes, então é um ultraprocessado.
Não precisa ser especialista em nutrição. Basta prestar mais atenção no rótulo e procurar escolher comida de verdade. Com um pouco de prática, você ganha confiança e ir às compras deixa de ser uma loteria e passa a ser uma escolha mais consciente e tranquila.



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