Por que comer saudável parece caro
- carlafinger
- 2 de dez. de 2025
- 2 min de leitura

Quem nunca passou por isso: você decide melhorar a alimentação, vai toda animada fazer compras e se assusta com os preços. Volta para casa com a sensação de que comer saudável sai caro. Mas será que é assim mesmo?
A indústria favorece o que não é saudável
Ultraprocessados como bolacha, refrigerante e fast food normalmente custam menos que frutas e legumes. Eles são produzidos em grande escala com ingredientes baratos, como açúcar, gordura vegetal e aditivos, e têm longa validade, o que reduz perdas, facilita o transporte e garante o lucro.
Já os alimentos frescos são perecíveis, exigem cuidados no transporte e no armazenamento e variam de preço conforme a estação. Tudo isso pesa no valor final.
"Saudável" virou produto
Hoje qualquer coisa parece saudável com o rótulo certo, basta estampar “fit”, “natural” ou “plant-based” na embalagem. O problema é que muitos desses itens são ultraprocessados. O rótulo promete saúde, mas a lista de ingredientes conta outra história. E o preço costuma ser bem acima de produtos similares.
Alimentos saudáveis não precisam ser caros, gourmetizados ou vendidos em embalagens com design elaborado. Comer bem pode ser simples, acessível e prático quando você volta ao básico. Feijão, arroz, ovos, legumes, frutas da estação, hortaliças e tubérculos como mandioca e batata doce são acessíveis, nutritivos e ótimos para montar uma refeição completa.
O barato sai caro
Sim, o biscoito recheado sai mais barato que uma maçã. Mas qual é o custo real disso?
Economizar na comida parece vantajoso, mas pesa na saúde. Uma alimentação pobre em nutrientes e rica em sal, açúcar e gordura aumenta o risco de obesidade, diabetes e hipertensão. O gasto com remédios e médicos e a perda de qualidade de vida é muito maior que o custo de uma compra bem pensada.
Hora de agir
Dê preferência aos alimentos da estação que são mais frescos e baratos. Vá a feiras livres ou sacolões. Os preços são melhores e você compra direto do produtor. Sempre existem alguns legumes ou frutas mais em conta para montar o cardápio da semana.
Fuja dos industrializados disfarçados de “saudáveis”. Barrinha fit, snack sem glúten, pão vegano e suco detox são caros e nem sempre saudáveis. Prefira comida de verdade.
Planejar antes
Ir ao mercado sem lista de compras é receita pra gastar mais e desperdiçar comida. Veja o que já tem em casa, monte um cardápio simples e faça sua lista de compras. Cozinhar em casa é muito mais barato que pedir delivery.
Hora de agir
Prepare uma base que rende, como feijão, arroz, legumes assados ou ovos cozidos.
Separe porções para a semana. Isso economiza tempo, facilita a rotina e evita cair na tentação do delivery. Congele o que sobrar. Reaproveite as sobras. Tem três legumes e dois ovos na geladeira? Já é uma refeição.
Um toque para facilitar
Mude seu discurso, troque o “não dá” por “como posso adaptar à minha realidade”:
- Não consegue cozinhar todo dia? Prepare uma base no domingo.
- Não dá para comprar orgânico? Compre o que cabe no seu orçamento.
- Não dá para mudar tudo de uma vez? Comece trocando o ultraprocessado do café da manhã por uma fruta ou ovo mexido.
Comer saudável não precisa ser caro. Precisa ser realista, prático e começar com o que você tem.



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