Por que a gente se mexe tão pouco
- carlafinger
- 6 de jan.
- 3 min de leitura

Passamos o dia sentadas. Sentadas para trabalhar, sentadas para estudar, sentadas no carro ou no transporte público. Quando finalmente sobra um tempo livre, sentamos de novo, agora no sofá.
Esse é o retrato da vida moderna – o sedentarismo. Não é só falta de exercícios físicos, mas inatividade ao longo do dia. Passamos horas seguidas quase sem levantar da cadeira. O corpo fica parado, os músculos e o coração são pouco estimulados e o metabolismo desacelera, com gasto mínimo de energia.
O problema é que o nosso corpo foi feito para se mexer. Por que evitamos tanto nos movimentar?
O sedentarismo virou a norma
O mundo moderno foi pensado para exigir o menor esforço possível. Carro, elevador, celular, controle remoto. Hoje quase tudo acontece sem que a gente precise se mexer. Mal precisamos levantar da cadeira.
Vivemos cercados de conforto. Tudo está à mão, automatizado. Resolvemos o nosso dia pelo celular. Compras e comida chegam em casa. Conversamos, trabalhamos e socializamos pelas telas.
As profissões modernas reforçam esse padrão. Passamos horas sentadas, praticamente imóveis, enquanto a mente trabalha. E quando o dia acaba, tudo o que queremos é descansar. E, na nossa cabeça, descansar é não fazer esforço, não se mexer.
Essa conveniência toda é prática, mas eliminou atividades físicas que antes faziam parte da nossa rotina sem que a gente percebesse. Hoje, movimentar-se virou uma obrigação, algo que precisa ser planejado e colocado na agenda.
A falta de movimento cobra seu preço. A inatividade física está associada a dores no corpo, cansaço constante, piora da saúde cardiovascular e maior risco de diabetes, ansiedade, depressão e outras doenças crônicas.
Romper o padrão começa pela consciência
O que muitas vezes falta é hábito. Depois de anos vivendo de forma sedentária, voltar a se mexer mais exige um esforço consciente. No início é desconfortável porque estamos fora de forma. O corpo estranha, resiste. Ele também se habituou a ficar parado.
Esquecemos que dá para se movimentar ao longo de um dia comum. Tudo conta. Levantar para tomar água ou falar com um colega no escritório, caminhar ao conversar no celular, usar as escadas, fazer uma pausa para esticar as pernas. São ações simples que tiram o corpo da inatividade e ajudam a retomar o hábito de estar em movimento.
O sedentarismo é reflexo do nosso modo de viver. E de uma mentalidade que se sustenta na ideia equivocada de que “não adianta fazer só um pouco”. Mas adianta sim. Ser fisicamente ativa não exige treinos formais nem uma rotina rígida. Uma caminhada de dez minutos já melhora a circulação e o humor e reduz riscos à saúde.
Hora de agir
O principal é começar mudando a mentalidade. Encontre maneiras simples de incluir movimento no seu dia a dia. Cinco a dez minutos pela manhã, um intervalo ativo à tarde, uma caminhada antes do banho.
Escolha atividades que não dependam de equipamentos, clima perfeito ou longos deslocamentos. Comece pelo que você gosta: dançar, caminhar, andar de bicicleta, alongar. Tudo bem descomplicado.
Um toque para facilitar
Recorra a gatilhos visuais. Deixe uma roupa confortável e o tênis à vista. Use lembretes simples, como notinhas na sua agenda ou um alarme no celular.
E comemore toda vez que você se vence e se mexe sem sentir obrigação.
A mudança começa quando você entende que seu corpo precisa de movimento constante para funcionar bem. Quando a mentalidade muda, seus hábitos mudam também.



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